Entrevista ao Telmo Moreira e a Inês Moura
Mariana: Qual foi a tua primeira sensação quando chegaste à Russia?
Telmo: Senti que estava num sítio estranho.
Mariana: E alguma vez te arrependeste de ter ido?
Telmo: Houve alturas que tive muitas saudades mas nunca me arrependi.
Mariana: O que é que gostaste mais da escola?
Telmo: Das aulas.
Mariana: Porquê?
Telmo: Porque aprende-se muito e as aulas rendem muito, sinto que todo o tempo é aproveitado.
Mariana: O que é que te custa mais?
Telmo: a comida que é péssima, tive muitas saudades da comida de casa. Agora já estou habituado.
Mariana: Pensas continuar lá?
Telmo: Sim, se tiver oportunidade e gostava que tu também viesses para cá.
Mariana: Quem sabe um dia... Que tal te dás com o frio?
Telmo: Lá dentro é tudo aquecido. Dorme-se de manga curta. Só quando vamos à rua é que nos agasalhamos bem.
Mariana: Como são as intalações?
Telmo: São optimas.
Mariana: E a cidade?
Telmo: É lindíssima.
Mariana: O facto de a Inês ter ido contigo foi grande ajuda.
Telmo: Claro que sim, sem ela teria sido muito mais difícil.
Mariana: Inês, achas que o facto de ser rapariga faz alguma difererença na Russia?
Inês Moura: Claro que sim, é como em todo o lado. A vida de um rapaz bailarino é muito mais fácil.
Mariana: A tua experiência tem sido positiva?
Inês Moura: Sim, tem sido, tenho aprendido muito.

Mariana Rodrigues      6 de Fevereiro 2008